Google Zeitgeist é o report anual do Google que registra as principais palavras procuradas pelos usuários da internet em todas as partes do planeta. As palavras mais buscadas são indicativos importantes dos interesses das pessoas que navegam na rede.
Curiosamante, apesar de 2008 ter sido ano de Olimpíadas e eleições, esses termos não figuraram entre as dez mais buscadas no Brasil.
Por isso mesmo é interessante dar uma passeada pelas páginas do Google Zeitgeist para analisar as preferências e as diferenças da nossa aldeia global. Conectada, simultaneamente, ao planeta e a comunidade local.
Por exemplo, na Argentina quando se trata da popularidade dos times de futebol não dá zebra: Boca e River figuram no topo da lista, enquanto que no Brasil o Flamengo nem aparece entre os dez e o Corinthians só aparece em 9º, na zona de rebaixamento.
Não deixa de ser engraçado também constatar que a Itália incluiu da palavra “dieta” no cardápio das 10 mais citadas. Talvez para compensar esse pequeno acidente, o seu relatório destaca as 10 receitas mais buscadas pelos incorrigíveis mangiatori.
Já a Espanha preferiu classificar a popularidade os seus minístros. Mas nos esportes o seu ranking coincide com o da ATP, registrando Rafael Nadal no primeiro lugar.
Na Alemanha Britney Spears vence Obama e coloca o Coringa, Heath Ledger, numa posição de mero coadjulvante. Em compensacão Barak Obama bate Toni Blair em popularidade em pleno território de Sua Majestade.
Já o Canadá continua ligado nas suas grandes alterações climáticas, a palavra “weather” figura na quarta colocação à frente de Google, Hotmail e Canadá. Preocupação dividida com seus vizinhos dos Estados Unidos, onde o furacão Ike apareceu na quinta colocação no Google News.
Finalmente na India, tal como no Brasil, só deu Orkut na liderança. E os dois países prestigiaram as suas musas locais: Juliana Paes e Katrina Kaif, repectivamente.
Veja as 10 palavras mais buscadas no Brasil
1. Orkut
2. Jogos
3. Download
4. Fotos
5. Youtube
6. Vídeos
7. Músicas
8. Música
9. Msn
10. Globo
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De Woodstock a Campus Party
No final dos anos sessenta, quase meio milhão de jovens cabeludos passaram três dias numa fazenda no estado de Nova York fumando maconha, trepando e curtindo um som. Quarenta anos depois, alguns milhares de jovens levaram seus computadores para trocar experiências e participar de atividades relacionadas a tecnologia, a cultura digital e ao entretenimento em rede num grande centro de exposições em São Paulo.
É claro que os jovens que acamparam nos pavilhões oficiais da Campus Party, representam muito menos ameaça ao sistema do que aqueles chafurdaram nas lamas lisérgicas de Woodstock - a maioria sem pagar ingresso. Porém sempre que cabeças com menos de 30 anos se reunem tudo pode acontecer, mesmo num evento formalíssimo do calendário promocional.
Gurus interessantes não faltaram ao evento como Tim Berners-Lee, o criador da World Wide Web, John “Maddog” Hall, da Linux e outros frequentadores dos sleeping bags dos anos 70. Vamos torcer para que as cabecinhas tenham de alguma forma se espandido. A impressão que fica é que falta, hoje em dia, muito rock’n roll para integrar toda essa tecnologia à experiência corporal da qual somos a única espécie consciente. Mas isso já é saudosismo barato.
É claro que os jovens que acamparam nos pavilhões oficiais da Campus Party, representam muito menos ameaça ao sistema do que aqueles chafurdaram nas lamas lisérgicas de Woodstock - a maioria sem pagar ingresso. Porém sempre que cabeças com menos de 30 anos se reunem tudo pode acontecer, mesmo num evento formalíssimo do calendário promocional.
Gurus interessantes não faltaram ao evento como Tim Berners-Lee, o criador da World Wide Web, John “Maddog” Hall, da Linux e outros frequentadores dos sleeping bags dos anos 70. Vamos torcer para que as cabecinhas tenham de alguma forma se espandido. A impressão que fica é que falta, hoje em dia, muito rock’n roll para integrar toda essa tecnologia à experiência corporal da qual somos a única espécie consciente. Mas isso já é saudosismo barato.
Cavalo de Tróia em vez de Aedis aegypts.
Recentes estudos do IBGE mostram que o número de computadores duplicou em lares que receberam auxílio de programas sociais do governo. Em 2004, um pouco menos de 1,5% dos domicílios beneficiados tinham computadores, em dois anos, essa porcentagem atingiu 3,1%.
Aqui vão mais alguns dados do estudo: na Região Norte o percentual era de 0,7% em 2004 e foi para 1,8%; no Nordeste, foi de 0,7% para 1,5%; no Centro-Oeste, de 2,4% para 4,5%; no Sudeste, de 2,5% para 5,6%; e no Sul, de 1,8% para 5,2%.
Não precisa entrar no detalhamento numérico da estatística para concluir que é muito computador. Para quem gosta, vale até fazer umas brincadeiras do tipo: se somadas todas as capacidades dos discos rígidos, daria para abrigar toda a contabilidade do jogo do bicho. Ou, colocados lado a lado, os monitores formariam uma tela do tamanho do estado de Sergipe.
Agora se, como dizem, o computador foi inventado para resolver problemas que antes a gente não tinha, for verdadeira, então terá sido acrescentado aos lares atingidos pelos programas sociais, a maior dose de aborrecimento deste a criação do horário político obrigatório.
Pensando bem, que bom seria se os problemas dessas famílias se resumissem a bugs em vez de colapsos sanitários. As pragas, aos Cavalos de Tróia em vez dos Aedis aegyptis. E os vírus, aos Netskys no lugar dos Flaviviridaes.
Talvez, daqui a pouquíssimo tempo, o novo brinquedo alcance o mesmo nível de importância que a TV mantém a décadas nos lares insalubres. Infelizmente porém, tudo indica que a novela de quem divide seu acanhado espaço com o mágico objeto de 26 polegadas, adquirido em suadas prestações, está longe de um final feliz.
Aqui vão mais alguns dados do estudo: na Região Norte o percentual era de 0,7% em 2004 e foi para 1,8%; no Nordeste, foi de 0,7% para 1,5%; no Centro-Oeste, de 2,4% para 4,5%; no Sudeste, de 2,5% para 5,6%; e no Sul, de 1,8% para 5,2%.
Não precisa entrar no detalhamento numérico da estatística para concluir que é muito computador. Para quem gosta, vale até fazer umas brincadeiras do tipo: se somadas todas as capacidades dos discos rígidos, daria para abrigar toda a contabilidade do jogo do bicho. Ou, colocados lado a lado, os monitores formariam uma tela do tamanho do estado de Sergipe.
Agora se, como dizem, o computador foi inventado para resolver problemas que antes a gente não tinha, for verdadeira, então terá sido acrescentado aos lares atingidos pelos programas sociais, a maior dose de aborrecimento deste a criação do horário político obrigatório.
Pensando bem, que bom seria se os problemas dessas famílias se resumissem a bugs em vez de colapsos sanitários. As pragas, aos Cavalos de Tróia em vez dos Aedis aegyptis. E os vírus, aos Netskys no lugar dos Flaviviridaes.
Talvez, daqui a pouquíssimo tempo, o novo brinquedo alcance o mesmo nível de importância que a TV mantém a décadas nos lares insalubres. Infelizmente porém, tudo indica que a novela de quem divide seu acanhado espaço com o mágico objeto de 26 polegadas, adquirido em suadas prestações, está longe de um final feliz.
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